Assim caminham nossas ferrovias

Ferrovia e Sociedade

por Vitor Pires Vencovsky e Audaxia Agência Gráfica | 2019


O livro Ferrovia e Sociedade aborda uma série de questões que vai muito além de trilhos, dormentes, material rodante e cargas. Discute temas a partir de uma visão mais ampla do sistema ferroviário brasileiro, procurando desvendar a real contribuição desse serviço público para a sociedade.

Ferrovias de alto desempenho

As ferrovias Estrada de Ferro Carajás, Estrada de Ferro Vitória-Minas e MRS Logística transportam, aproximadamente, 83% de toda a carga do sistema ferroviário brasileiro. São sistemas de alto desempenho, construídos antes do processo de privatização iniciado em 1996, que interligam regiões produtoras de minério a portos exportadores.

Ferrovias do agronegócio

Compreendem sistemas de bitola larga (1,6 m) formados pela combinação de linhas antigas e linhas novas. Transportam, principalmente, soja produzida na região Centro-Oeste e açúcar produzido no estado de São Paulo.

Patrimônio histórico

O patrimônio histórico ferroviário existente em nosso país é de valor incalculável. Grande parte está abandonado, subutilizado ou desempenha função não relacionada ao sistema ferroviário.

Ferrovias internacionais

A decadência das ferrovias na segunda metade do século XX foi um fenômeno mundial. Apesar disso, muitos países continuam oferecendo os serviços de transporte sobre trilhos, envolvendo cargas, encomendas e passageiros.

Ferrovia & Sociedade

As prioridades no Brasil em planejamento e investimentos em sistemas de transportes se voltam novamente para as ferrovias.

Depois de um período de decadência e esquecimento, as ferrovias passam a ser readequadas para atender novas demandas, principalmente àquelas relacionadas a exportação de commodities agrícolas e minerais.

No Brasil, as ferrovias estiveram historicamente voltadas para os portos das regiões Sul e Sudeste. Porém, os novos investimentos propostos pelo governo e empresas indicam para uma nova direção: os portos do Norte e Nordeste.

Uma nova configuração territorial está se formando. As mudanças que irão definir o Brasil do futuro precisam ser analisadas e estudadas.